2011/08/08

BANZAI! Guia de Sobrevivência ao Monte Fuji - parte 3


Se você perdeu as partes 1 e 2 do Guia de Sobrevivência ao Monte Fuji, leia aqui e aqui! (^○^) v

E aí, prontos para dizer さようなら (sayonara = adeus) à montanha mais alta do arquipélago japonês e retornar à pacata vida lá de baixo? (^.^) ☆


Nãããão! Ainda não! Primeiro vamos explorar o topo do Monte Fuji! \(^o^)/


Lá em cima, o Monte Fuji não se assemelha em nada com a imagem que temos dele lá de baixo, um montinho simpático, sempre bonitão e simétrico, sob qualquer ângulo. Sinto desapontá-los, mas de perto, ele é feio, é marrom, é repleto de pedras, é cheio de falhas, buracos e muita poeira voa pelo ar. Ele parece um enorme lixão, ou uma gigantesca pedreira. Parece até outro planeta! É um lugar esquisito, mas não deixa de ser incrível! v (^ω^) v ★


Muitas pedras, traços de enxofre da última erupção há mais de três séculos ainda aparentes e muitas, muitas abelhas. Sim, abelhas! Por essa eu não esperava! Animais misteriosos habitam o topo do Monte Fuji! Eram abelhas bem esquisitas, para falar a verdade. Eram gordinhas e voavam como libélulas, pairando no ar. Zumbiam alto e gostavam de rodear nossos ouvidos, assim como todos os insetos do mundo. (−_−;)


Após o término do espetáculo do nascer do sol, tivemos a péssima ideia de explorar a cratera do Monte Fuji. Aaaah, que tortura! A "voltinha" na boca do vulcão, que em média leva 1 hora (não sei que tipo de criatura consegue tal façanha), nosso grupo de exploradores levou mais de 3 horas para completá-la! Um sobe e desce infinito aliado com um sol escaldante e pernas doloridas... um castigo do Fuji-san! _| ̄|○


Antes de darmos uma espiada na bocarra da montanha mais querida do Japão, fomos descansar um pouco. Comemos e bebemos o que restava em nossas mochilas. Não tínhamos quase nada! Ainda bem que existem 自動販売機 (jidouhanbaikis = máquinas de venda automática) lá no topo também! Só que o preço aumenta proporcionalmente com a altitude: enquanto uma simples latinha de café custa meros ¥ 150 (cerca de R$ 3) em qualquer esquina do país, no ponto mais alto do Japão a mesma latinha custa ¥ 400 (cerca de R$ 8)! É, literalmente, o preço que se paga para subir o Monte Fuji! ψ(`∇´)ψ

Mas em hipótese alguma seja mão de vaca avarento: se você está com sede e sua mochila está vazia, não pense duas vezes antes de inserir as quatro moedinhas de ¥ 100 na máquina. É caro, sim, mas faz toda a diferença. É fundamental se hidratar e juntar bastante calorias para ter energia suficiente para descer do cume do vulcão. Com o Monte Fuji não se brinca! ψ(`∇´)ψ

Se você, como eu e todo mundo, ficou se perguntando como eles conseguem repor o estoque das jidouhanbaikis ou como eles levam essas máquinas gigantescas e pesadíssimas até o topo do Monte Fuji, eis a resposta: há um trator para fazer todo o trabalho pesado! Ele também é responsável por levar embora todo o lixo acumulado nas hospedarias e restaurantes. Há inclusive uma trilha feita especialmente só para o trator subir e descer da montanha! Que injustiça com nossas pernocas cansadas... m(__)m*


Resolvemos conferir também as lojinhas de お土産 (omiyage = presentes, lembranças), onde há chaveiros, cartões-postais, comidas, objetos decorativos, calendários, pelúcias, bandeiras, chaveirinhos de celular, e todo o tipo de tranqueira do Monte Fuji. Não compramos nada, pois a grana já estava curta e tudo o que vimos no topo também estava à venda lá embaixo. (^◇^)


Aproveitamos para carimbar nosso cajado, com a estampa mais importante, do topo do Monte Fuji! Uma prova de que cumprimos nossa missão com coragem e destreza! Um troféu para pendurar na parede da sala por gerações! Um símbolo de resistência e valentia! (((o(*゚▽゚*)o)))


Encontramos o famoso correio do Monte Fuji! Nós queríamos enviar um cartão-postal com um carimbo que só existe no topo do Fuji, mas adivinhem só: o correio estava fechado. De acordo com a placa na porta, o correio só ia abrir no dia seguinte. AAAAAAAHHHHHH! Que raiva! Subir de novo, tão logo, nem pensar... vai ficar pra próxima. ((((;゚Д゚)))))))


E lá fomos nós espiar a cratera. A boca do Monte Fuji é muito, muito grande. E é tão funda que não dá nem pra ver onde termina. Dá medo de chegar perto, escorregar e sair rolando lá pra baixo! Mas não se preocupe, há cordinhas em volta de toda a cratera, para criar uma falsa sensação de segurança. (^∇^)


Em um dos pontos em volta da cratera, ainda havia gelo! Sim, placas gigantescas de gelo! No verão, faz um calor escaldante de mais de 30°C aqui embaixo, mas lá em cima continua frio, com temperaturas sempre inferiores a 5°C. Delícia! *O* ☆


Ok, ok, a vista da cratera é incrível, indescritível, algo único. Bonita e feia ao mesmo tempo. Mas, definitivamente, é algo para se ver só uma vez na vida. Não dá nem pra imaginar fazer isso de novo. Subir o Fuji, ok, agora... dar outra "passeadinha" em volta da cratera, nuuuuuunca mais! É muito pior do que subir, pode ter certeza! --'

Olha só a panorâmica da bocarra do Fuji! Clique em cima da foto para ver em tamanho real beeeeem grandão! o(^▽^)o


すごい!*_______*


Veja abaixo os vídeos da cratera! *o*





E olha só a vista magnífica lá do topo! Acima das nuvens! *_______*





E a descida também é muito pior do que a subida. Se você está cansado, esgotado, exausto, com fome, com sede, com as pernas moles e doloridas e com as solas do tênis completamente gastas, você vai sofrer horrores para descer desse vulcão. Se estiver sol forte, então, você vai querer se matar. Se demoramos 9 horas para subir, adivinhe quantas horas levamos para descer? ONZE LONGAS HORAS! Dá pra acreditar?! Dizem que descer é muito mais rápido do que subir, mas no nosso caso foi o extremo contrário! (*/∀\*)


Fazíamos paradas a cada 10 minutos andados, além de descansar nas estações. Nós não dormíamos há mais de 36 horas, e quando terminamos a descida, completamos 25 horas no Monte Fuji. Imagine ficar um dia inteiro acordado nessa montanha! Não aguentava mais ver tanta pedra no meu caminho! E pra piorar, meus tênis estavam completamente gastos. Eu não conseguia dar um passo sequer sem escorregar. O Akio e o Júlio tiveram que me ajudar o trajeto inteiro, caso contrário, eu sairia rolando montanha abaixo. Então, aí vai uma dica valiosa: não vá com tênis usados. Não seja pão-duro como eu e compre tênis novos, de preferência daqueles próprios para montanhismo (o meu era um Nike, de corrida!). Garanto que a aventura será muito mais confortável e segura. (#^.^#) v

E já que estou dando dicas, aí vai mais uma, valiosíssima: evite lentes de contato! Mais cedo ou mais tarde, elas encherão de poeira e seus olhos sofrerão as consequências. Eu subi a montanha usando as lentes, sem enfrentar problema algum. Mas ao chegar no topo, não aguentava mais. Eu já estava enxergando tudo embaçado e meus olhos coçavam e ardiam horrores. Não tive outra escolha, a não ser retirá-las, e usar meus bons e velhos óculos de graus. Se eu tivesse levado comigo o kit de limpeza ou lentes reserva, é claro que teria resolvido rapidamente esse problema. Portanto, aprenda com meus erros estúpidos! --'


Ao mesmo tempo que a vista acima das nuvens parecia um sonho, a descida parecia um pesadelo! Não terminava nunca! A vantagem de subir o Monte Fuji à noite é justamente essa: você não enxerga tão bem para saber quanto falta para chegar na próxima parada. Sob a luz forte do dia, o psicológico abalado dominava. Achava que nunca terminaríamos aquela trilha! Eu nunca quis tanto voltar para casa! ( ;´Д`)


Durante toda o trajeto, esbarramos em pessoas subindo e descendo, passando ou não pelas mesmas dificuldades. É uma experiência memorável de solidariedade, pois todas elas nos diziam algo diferente: こんにちは (konnichiwa = boa tarde)、がんばって (ganbatte = dê o seu melhor, não desista, se esforce)、お疲れ様でした (otsukaresama deshita = bom trabalho). Alguns, mais atrevidos, até mesmo perguntavam de onde éramos, ou o que eram os nomes escritos em minha camiseta. Quem disse que os japoneses são discretos?! Tuuuudo lenda! (*´艸`)

Olha só os japoneses subindo e descendo, todos dividindo o mesmo caminho estreito da trilha! O_O




Quando estávamos chegando à sexta estação, mosquitos de todas as espécies despertaram do inferno. Eles picavam somente nós, que estávamos andando bem devagarzinho. Mas eu fui a campeã nas picadas: fui mordida 3 vezes na testa, uma na orelha, uma no braço e uma na barriga. E tenho as mordidas até agora, quase um mês após! Costumo dizer que esse foi o omiyage que trouxe do Fuji: três Monte Fuji tatuados na testa! (o^∀^o)

Então, mais uma vez, aprendam com meus erros idiotas: leve um repelente! O mais potente! Passe-o de novo, de novo e de novo! Não dê chance aos insetos! --'


Enfim, descemos. Sãos e salvos... ou quase! Mas o que importa é que dessa vez nós vencemos! Iwata Kappuru 1 x 0 Monte Fuji! \(^o^)/\(^o^)/


Sinta o tamanho do Monte Fuji: sombra do Fuji projetada na cidade e em outras montanhas ao redor! *O*


Olha só o nosso troféu! Com todos os carimbos! ☆~


Se vamos subir de novo? Não sei. Vontade eu ainda tenho, mas faria tudo diferente. Subiria por outra trilha, me hospedaria em uma das pousadas, levaria mais líquidos, não daria a volta na cratera e não teria pressa de subir ou descer. Mas ainda é muito cedo para afirmar! Subir o Monte Fuji não é mais prioridade. Afinal de contas, há tantos outros lugares incríveis para conhecer no Japão, seria um desperdício não explorar essa ilha inteirinha, de Hokkaido a Okinawa! ☆*:.。. o(≧▽≦)o .。.:*☆


Na última parte do Guia de Sobrevivência ao Monte Fuji, vou compartilhar minha lista de itens importantíssimos para uma escalada divertida e segura! (≧∀≦) v

Se você quer ver mais fotos e vídeos do Monte Fuji, da escalada, do nascer do sol, de sakuras, de templos ou de outros lugares pelos quais já passei, acompanhe meu Flickr e meu canal no Youtube. Tá quase tudo lá! Ou você já viu alguém com mais de 300 vídeos no Youtube? (=^゚ω゚)


Leia aqui a parte 1, a parte 2, a parte 3 e a parte 4 do Guia de Sobrevivência ao Monte Fuji! (^○^) v



2011/08/01

BANZAI! Guia de Sobrevivência ao Monte Fuji - parte 2



Se você perdeu a parte 1 do Guia de Sobrevivência ao Monte Fuji, leia aqui! (^○^) v

A trilha de Fujinomiya tem 5 km de extensão e a quinta estação está localizada a 2.400 m acima do nível do mar. É a trilha mais curta até o cume do vulcão e a mais indicada para novatos de Monte Fuji, por não ser tão íngreme quanto as outras, mas não ser tão difícil a ponto de tirar toda a graça e adrenalina da aventura. Cinco quilômetros podem até parecer pouco, mas imagine subir uma montanha em zigue-zague, com pedras e areia dificultando seus passos! 難しいですね。。。(muzukashii desu ne = difícil, não é?) (−_−;)

Nós subimos de carro até a quinta estação, mas nos feriados e fins de semana a partir de 15 de julho e, principalmente, durante todo o feriado de obon (meados de agosto), só é permitido subir até a terceira estação com seu próprio veículo. Dela, é preciso pegar um ônibus que leva à quinta estação. Clique aqui para ver as datas, somente em nihongo, mas dá pra ver os dias numa boa. v (^ω^) v ★

Mas atenção: se você começar a subir e resolver desistir no meio do caminho, saiba que não há ônibus entre as 22h00 e 6h00! Só conseguirá voltar para a terceira estação por táxi (que são caríssimos). Ano passado nós não sabíamos disso e tivemos que desembolsar, mais ou menos, ¥ 4.000 (cerca de R$ 80) para descer até onde nosso carro estava. Uma facada! Portanto, se você puder escolher, prefira subir durante a semana, fora dos dias de "pico", assim poderá deixar seu carro na quinta estação e fugir ir embora à qualquer hora que desejar! o(^▽^)o


Começamos a subida às 19h20. Levamos mais ou menos 15 minutos para chegar até a 新六合目 (shin roku go me = nova sexta estação. Go me, pelo que consegui traduzir, seria, literalmente, "ponto de encontro"), sem enfrentar nenhuma dificuldade. *o*

Mas, calma aí! Não fique todo animado! A subida até a sexta estação não passa de uma mera ilusão para os montanhistas; todos, sem exceção, pensam: "subir o Fuji é só isso?! Que fácil!". Ledo engano! Mal sabem o que os aguarda metros acima! Ali, o solo ainda é plano, não há muitas pedras e as escadas de madeira não escorregam. Ainda é possível ver a vegetação e, com sorte, alguns animais silvestres. Há muitos veados fofinhos saltitando pelo vulcão! (((o(*゚▽゚*)o)))

Lá, carimbamos o cajado (vídeo abaixo). E enriqueci meu parco vocabulário com novas palavras: 焼印 (yakiin = marca, carimbo) e 木の杖 (ki no tsue = cajado de madeira, bengala). Legal, né? Depois, descansamos durante alguns breves minutos, pois ainda não estávamos cansados, tiramos a única foto com o grupo todo reunido e seguimos caminho. \(^o^)/




Da sexta para a 新七合目 (shin nana go me = nova sétima estação), a situação começa a ficar complicada. O caminho não é tão difícil, mas a terra começa a afofar e pedras, grandes e pequenas, soltas e presas, aparecem por todo o caminho. As pausas no meio da trilha tornam-se frequentes. É preciso ter mais atenção na hora de dar cada passo, pois um escorregão é inevitável! É o percurso mais longo de toda a trilha, levando em média 1 hora para ser completado, mas nosso grupo levou mais de 1h30. Somos lerdinhos... ( ;´Д`)


Em toda a trilha, há cordinhas para auxiliar a subida e também para demarcá-la. Em algumas rochas, há setas que também ajudam a indicar o caminho certo. (^○^)


Na sétima estação, há um alojamento e um banheiro fedorento (que custa ¥ 200, cerca de R$ 4). Os banheiros do Monte Fuji não têm descarga, você simplesmente faz as necessidades em um buraco grotesco e joga ali mesmo o papel higiênico. E em geral não há pias! Então, não se esqueça de limpar as mãos com álcool em gel que está disponível em quase todos os banheiros da montanha. E leve papel higiênico também, pois alguns banheiros miguelam carecem dele. (^◇^)


Mais uma hora e pouco de caminhada, e nos deparamos com essa placa: 元祖七合目 (ganso nana go me). Sim, estávamos na sétima estação. Mas... hein?! Sétima estação DE NOVO?! Como assim??? Explico: há duas sétimas estações, a nova e a velha, ou, como apelidamos, de 7.0 e 7.5. Essa era a sétima estação "original", de acordo com os kanji. Mais uma vez, paramos, comemos salgadinhos, bolachas, vitaminas em gel e tomamos água. As embalagens plásticas dos lanches estavam todas estufadas, prestes a explodir, devido à altitude. E, então, continuamos a jornada! ☆*:.。. o(≧▽≦)o .。.:*☆


Da 7.5 estação até a 八合目 (hachi go me = oitava estação), foi mais uma hora, mais ou menos. Aqui, o caminho começa a ficar extremamente complicado e íngreme. Muitas, muitas pedras. Dependendo de onde pisávamos, era preciso apoiar as mãos em pedras maiores para tomar um impulso extra. (#^.^#)


Nós, nada bobos, parávamos a todo instante para apreciar um outro espetáculo: o céu. Nunca vi um céu tão amplo, tão limpo, com tantas estrelas e uma lua tão cheia, brilhante e branquinha! Conseguíamos ver todas as constelações e até enjoamos de ver tantas estrelas cadentes! A essa hora da noite, também era possível ver parcialmente a cidade toda acesa lá embaixo, como se fosse uma grande maquete. すごい!!!\(^o^)/\(^o^)/


Uma das coisas mais legais sobre subir o Monte Fuji é aprender a trabalhar em grupo. São justamente essas situações extremas que nos ensinam a pensar coletivamente. O grupo deve andar sempre junto, respeitando o ritmo uns dos outros, ajudando-se mutuamente. Os primeiros da fila avisam sobre os perigos que encontram pela frente aos que estão atrás, como alguma pedra grande que está solta ou algum buraco. Ou então dão dicas do melhor lugar para pisar ou de que maneira posicionar os pés entre as pedras para conseguir subir.  (=´∀`)人(´∀`=)


Como estou em clima de solidariedade, aí vai uma dica de um item indispensável, na minha opinião: lanterna de cabeça! Fui a única a levar uma e fiquei com as mãos livres para segurar o cajado e apoiar nas pedras ou nas cordinhas. Além disso, a luz da lanterna era tão forte que conseguia iluminar o caminho de pelo menos quatro pessoas à minha frente, economizando as pilhas das lanternas! ヾ(≧∀≦)ノ


Da estação 8 à 九合目 (kyu go me = nona estação), mais dificuldades. O que leva em torno de meia hora, acabou levando mais de uma. O cansaço, a altitude, o frio extremo, o vento, as dores de cabeça e a dificuldade do percurso tornam tudo mais complicado. Mas estávamos ali, mortos firmes e fortes! がんばりましょう !!(Ganbarimashou = vamos nos esforçar!) (^O^☆♪


Porém, foi nessa estação que um dos nossos colegas passou mal e teve que desistir de vez da aventura. O grupo todo torceu para que ele melhorasse e conseguisse completar o percurso, mas infelizmente não deu. Com saúde não se brinca! Depois de quase 2 horas de pausa na nona estação, o restante do grupo resolveu completar a escalada até o topo. (−_−;)


Antes de chegar ao topo, ainda há mais uma parada, a 九合五勺 (kyu go go shaku = estação 9.5). Descansamos só um pouquinho e continuamos a subir. Faltava tão pouco agora! *O*


Da 9.5 até o topo, mais longos 40 minutos. Nove horas mais tarde, caminhando por mais de 5 km sob altitudes elevadas, enfrentando temperaturas extremas...


BANZAI! Nós chegamos ao topo do Japão! Olha só no vídeo como chegamos lá quase mortos! (^◇^)


Corremos para pegar um bom lugar e, enfim, contemplamos um dos maiores espetáculos da mãe natureza!



万歳!! (banzai! = literalmente, significa 10 mil anos. Banzai é exclamado quando se comemora algo, seria o equivalente ao nosso "Viva!").  o(≧▽≦)o



御来光!! (Goraiko = nascer do sol) (((o(*゚▽゚*)o)))


O céu é pequeno demais para esse show! ヾ(@⌒ー⌒@)ノ


Estamos a 3.776 metros de altitude, congelando a 5°C de temperatura! (*^□^*)


Nós chegamos ao topo por volta das 4h20, bem a tempo de sentar e apreciar o espetáculo, que começou mais ou menos às 4h28, de acordo com a previsão desse site. )^o^(


Um sonho, um milagre, mais uma obra prima da natureza nipônica! o(^▽^)o


Quer algo mais japonês do que ver o nascer do sol do ponto mais alto da terra do sol nascente? (^O^☆♪


E olha só quem trouxemos junto conosco: nossas famílias! \(^o^)/


HAHAHAHA! Nos sentindo os alpinistas! (^∇^)


Olha só a panorâmica! Clique em cima da foto para vê-la ampliada! (^◇^)


As filmagens do nascer do sol do ponto mais alto do Japão não exprimem nem 1% do que é assistir esse espetáculo ao vivo... mas sente só! Em full HD dá pra sentir um pouquinho mais! ((((;゚Д゚)))))))





Curiosos para saber o que mais tem lá no topo do Monte Fuji? A continuação dessa aventura a 3.776 m de altitude eu só vou mostrar no próximo post! ψ(`∇´)ψ

Se você quer ver mais fotos e vídeos do Monte Fuji, da escalada, do nascer do sol, de sakuras, de templos ou de outros lugares pelos quais já passei, acompanhe meu Flickr e meu canal no Youtube. Tá quase tudo lá! Ou você já viu alguém com mais de 300 vídeos no Youtube? (=^゚ω゚)


Leia aqui a parte 1, a parte 2, a parte 3  e a parte 4 do Guia de Sobrevivência ao Monte Fuji! (^○^) v