2010/09/20

夏フェス: Festival de verão japonês!


Hanabi, praia, churrasco, matsuri, girassois, kakigori, yukata, insetos, unagi... o que mais o verão japonês tem a oferecer? 夏フェス (Natsu fesu)! Os famosos festivais de rock a céu aberto, onde dezenas de bandas tocam em vários palcos simultaneamente, e milhares de pessoas, vindas de todas as províncias do Japão, se reúnem, acampam, se divertem e lutam contra o calor, juntas!


Os 夏フェス são retratados frequentemente em animes, mangás, doramas e filmes, como no mangá BECK, no qual a banda do protagonista realiza o sonho de tocar para uma grande e animada platéia em um típico festival de verão. No anime K-On, no episódio 12 da segunda temporada, as meninas do clube de música sentem toda a ansiedade e excitação de ir pela primeira vez a um festival de verão. A empolgação delas é imediata, pois são tantas bandas, tantos palcos, tantos estilos diferentes, tantas pessoas descoladas, tantas comidas diferentes para saborear, tantas coisas para se fazer, tanto calor, tantos insetos, tantos sons... 日本の夏フェスはすごいです!(Nihon no natsu fesu wa sugoi desu = os festivais de verão do Japão são incríveis!)



Como tudo no Japão, os festivais de verão também não são simples: ele têm todo o seu charme, atmosfera e clima próprios. Ir a um festival de verão é o mesmo que realizar um ritual, uma caminhada sagrada. Mesmo que o festival dure apenas um dia, as pessoas se preparam semanas antes para ir aos festivais como se fossem, de fato, viajar, acampar ou ir para a praia. Há aqueles que levam barracas, toalhas de piquenique, cadeiras retráteis, travesseiros, sombrinhas, bolsas cheias de comida e bebida. Alguns alugam vans para levar todos os amigos juntos. Mas há também os minimalistas: se satisfazem com uma bela toalha "tamanho de festival" (nem muito grande, nem muito pequena, feita de material próprio para secar o suor do rosto) na cabeça ou pendurada no pescoço, protetor solar e muito, muuuuito dinheiro para comprar comidas, sorvetes e bebidas nos quiosques do próprio local do show. O risco de se desidratação e ensolação são reais e muito graves!


O verão pode ser infernal e talvez seja de fato a pior estação do ano, mas também é a mais divertida. Os festivais de verão servem exatamente para isso: para nos distrair, para não ficarmos tão estressados com o calor sufocante do Japão. Já que logo logo, dentro de alguns meses, a temperatura irá cair severamente, é bom aproveitar o sol, o tempo bom e as épocas sem chuva!


No dia 4 de setembro, nós fomos ao festival de verão mais aguardado do ano, o Otodama, em Izumiotsu, na cidade de 大阪 (Osaka). Por que mais esperado? Pois o Otodama não era um simples festival, e sim o dia do juízo final: era o último festival no qual a banda que eu mais amo - e milhares de pessoas também -, o Beat Crusaders, tocaria. Como falei neste post, os integrantes anunciaram a separação do grupo em junho e o Otodama marcaria o encerramento oficial das atividades do Beat Crusaders.


Havia comprado meu ingresso há meses e vinha me preparando psicologicamente para esta viagem. Afinal, Osaka fica bem longe de Iwata, é uma viagem cara e cansativa, e, apesar de ser o show da minha banda favorita, também era o último...


Nós fomos para Osaka de 新幹線 (shinkansen = trem-bala). Nunca havíamos andado em um, foi a nossa primeira vez! A experiência não poderia ter sido melhor: ficamos encantados com a velocidade e o conforto do trem-bala japonês. A viagem, que durou 1 hora e meia, pareceu durar meros 5 minutos, pois ficamos tão vidrados na novidade que nem nos entediamos.

Veja os vídeos do shinkansen partindo da estação de Hamamatsu, nós entrando nele e um pouco do trem-bala por fora!




Aqui na região de Tokaido, existem três tipos de serviço de shinkansen: o Kodama (こだま), o Hikari (ひかり) e o Nozomi (のぞみ). O Kodama é o mais lento pois para em todas as estações. Já o Hikari para apenas em duas estações, por isso é um pouco mais rápido que o Kodama. Mas o Nozomi faz direto o trajeto Tóquio - Osaka, levando apenas 2 horas e meia em um trajeto de mais de 500 km de distância, a mais de 300 km por hora! すごい!


Assista abaixo o vídeo que fiz da janela do shinkansen para sentir a velocidade do trem-bala nipônico!








 O shinkansen é incrível! É muito bonito, limpo, organizado, silencioso, moderno e pontual, como o próprio Japão. É muito mais confortável e espaçoso que um avião, sem mencionar seguro: em toda a história do trem-bala, nunca se registrou um único acidente (excetuando-se os casos de suicídio...). É rápido e relativamente barato se levarmos em conta a qualidade, a segurança e a pontualidade do serviço, além da distância percorrida (são cerca de 300 km de Hamamatsu até Shinosaka). Há até mesmo dois tipos de banheiros, o ocidental (uma privada normal) e o japonês (que nada mais é do que um buraco no chão)! Cada チケット (chiketto = passagem de trem) custou 5 mil ienes, o equivalente a mais ou menos 58 dólares atualmente (o iene está tão forte!).


Mas a imagem abaixo foi uma atração à parte:


Uma mulher oferecendo lanchinhos e bebidas aos passageiros, exatamente como em um avião! Mas tenho uma pergunta que não quer calar: como se chama a "aeromoça" que trabalha em shinkansen?! XD

Olha só o que nós vimos da janela do shinkansen: um pedacinho de Kyoto! Sugooooi! *o*

Nós pegamos o Hikari em 浜松 (Hamamatsu) e, 1 hora e meia depois, descemos em 新大阪 (Shinosaka). A estação de Shinosaka é enorme! Há muitas linhas de trens, metrôs, shinkansens... imagino como deve ser a estação de Tokyo! Uma loucura!


E uma curiosidade: em Osaka, ao contrário de todo o resto do Japão, os mais apressadinhos devem subir a エスカレーター (esukareetaa = escada rolante) pelo lado esquerdo! Portanto, se você for para Osaka e não quiser subir correndo a escada rolante, fique paradinho do lado direito! Já se você for para Tokyo, faça o contrário, como na foto abaixo!


Nós pegamos metrô em Shinosaka e fomos até なんば (Nanba), que também é uma estação enorme. O metrô japonês é muito semelhante ao paulista. O que muda é a pontualidade e a limpeza, mas o visual, os vagões, os trens, a velocidade e o ambiente são bem parecidos!





Vagão anti-tarados: somente para mulheres!

Mais de 2 horas depois, chegamos ao show. O Phoenix Izumiotsu é um lugar gigantesco que fica no meio do nada. Por perto, só há algumas fábricas, rios e muito verde (até aí, não era muito diferente de Iwata...). Não há traços de civilização por perto, nem mesmo um Sukiya ou um McDonald´s. E, como esperado, o local ficou completamente lotado de fãs de Beat Crusaders. Foram mais de 15 mil pessoas ao festival, de todos os cantos do arquipélago! Chuto que 95% dos que estavam presentes só estavam ali para dar o último adeus ao Beat Crusaders. Tudo o que se via eram camisetas, toalhas, munhequeiras e máscaras da banda. Bem parecido com isso:


O local estava lotado de barracas, pessoas, quiosques, pessoas, pessoas acampando, pessoas passando mal, pessoas dançando, pessoas comendo e bebendo, pessoas dormindo... e, eu mencionei que havia pessoas, muuuuitas pessoas lá?! Sério, nunca vi tanta gente em um só lugar! Quinze mil pessoas parece pouco perto do que vi lá! Parecia a população da China e da Índia reunidas!


No dia, marcava mais de 35°C nos termômetros que vi pelo caminho. E, por causa do calor e do sol forte, muita gente passou mal. Vimos pelo menos cinco pessoas sendo levadas de maca pelos seguranças do evento. Houve um momento em que um garoto japonês meio gordinho chegou até nós e nos implorou por água e... desmaiou. Ali, na nossa frente! Nem deu tempo de comprar uma garrafinha para ele! Mas logo a staff veio e ajudou o menino. Que dó!


Nós nos prevenimos tomando logo de cara um kakigori, que derreteu quase que instantaneamente após darmos o dinheiro ao vendedor da barraquinha. Depois, tomamos bebidas isotônicas... quentes! As garrafas e latas estavam submersas em gelo, mas mesmo assim, estavam quentes, como se tivessem sido esquentadas no microondas. O calor era realmente extremo! Resolvemos não comer nada pois já havíamos comido no shinkansen algumas bolachinhas e salgadinhos. Mas lá havia os clássicos pratos de festivais japoneses: たこ焼き (takoyaki = bolinho de polvo), 焼きそば (yakisoba = macarrão), 天ぷら (tenpurá) e 焼き鳥 (yakitori = espetinhos de carne). おいしい!!


Lá, havia dois palcos. Um menorzinho, para artistas menos conhecidos, e o principal, para as bandas mais populares e que atraem mais atenção do público. Os shows não eram simultâneos. Quando acabava em um palco, começava no outro, e vice-versa. As únicas três bandas que eu conhecia e gostava que tocaram no festival foram Polysics, Mongol 800 e Beat Crusaders. Fiz questão de assistir aos três e não me arrependi!


Polysics é uma banda bem doida que toca no melhor estilo Devo. É um punk eletrônico eletrizante, diferente de qualquer outra coisa que você já viu e ouviu. Não são muito conhecidos fora do Japão, mas aqui são bem queridos. O vocalista grita e faz loucuras no palco... até uma vuvuzela apareceu por lá! Eu só conhecia algumas músicas da banda, mas só mesmo depois deste show o Polysics me empolgou e ganhou mais uma fã. E, de certa forma, eles também escondem os rostos, como o Beat Crusaders: os integrantes usam óculos escuros em todas as apresentações e PVs da banda. O vocalista os tira uma vez ou outra, mas os outros membros, não! Veja abaixo o PV de uma das melhores músicas deles, Young Oh! Oh!:




O Mongol 800 (se pronuncia Mongol Happyaku) eu conhecia melhor que o Polysics, mas não me empolgava tanto. É um trio de pop punk relativamente famoso na cena independente aqui no Japão. A energia do grupo não é das melhores, não agitam muito e não fazem nada original, mas as músicas dos caras soam muuuuito melhores ao vivo! Não é uma banda que eu faço questão de ver ao vivo, mas tocam músicas bem legais e agradáveis. Gostei muito mais das músicas meio ska que eles tocaram do que as normais. Assista ao vídeo da música mais conhecida deles, 小さな恋のうた (Chiisana Koi no Uta = Pequena música de amor).




Mas a verdade seja dita: todos estavam ali presentes para ver o Beat Crusaders! Antes das 8h00 pm, os fãs do Beat Crusaders já se reuniam no palco principal do Phoenix Izumiotsu para se despedir da banda mascarada. O último show do quinteto foi um misto de alegria, diversão, melancolia e a mais profunda tristeza. Fãs passando mal, fãs deprimidos, fãs vestidos com camisetas da banda, fãs sem rumo musical... como nós iremos trilhar nossos caminhos sem eles?

Às 8h05 pm, a tradicional Sasquatch! levava os fãs ao delírio. Tudo o que se ouvia eram coros de "Sasquatch! Sasquatch!" e "Ooohhh, ooohh", além de muitas palmas e gritos quando a banda apareceu, pronta para arremessar as máscaras em direção à platéia. Um dos momentos mais esperados do show é esse: os fãs se esticam e se jogam uns contra os outros na tentativa de pegar qualquer uma das cinco máscaras. Quem consegue, tem uma recordação para a vida inteira. Leiloar? Jamais!


A primeira música tocada pelo Beat Crusaders foi a melancólica Love Dischord, que teve uma palavra que nenhum fã gostaria de ouvir adicionada à letra: さようなら (Sayonara = adeus). Hidaka, o vocalista, gritou um adeus profundo e emocionado à platéia que os aguardava ansiosa o dia inteiro, debaixo de um forte sol, passando mal de tanto calor, sede, fome e, principalmente, esperança. O verso So sweet, I kill you, nunca fez tanto sentido como agora...

Para animar os fãs, o quinteto mandou ver na lendária E.C.D.T. Muito para cima, muito divertida, quase nos fez esquecer que aquela era a última vez que a escutaríamos ao vivo. O verso "You know that I need a girlfriend someday to hold me" deixará saudades. O tradicional おまんコール (omankooru = chamada da vagina) deu lugar ao お面コール (omenkooru = chamado da máscara), um trocadilho divertido com as palavras おまんこ (omanko = vagina) e お面 (omen = máscara). A energética Imagine? veio logo depois da platéia repetir オメんコ (omenko) diversas vezes. Os fãs se empolgaram tanto que chegou a ter ステージダイブ (steeji daibu stage dive, mergulho na platéia), bate cabeça e muito empurra-empurra, um colírio para os olhos de qualquer banda do mundo. Afinal, o que poderia ser melhor do que ver centenas de fãs cantando, dançando, se divertindo e se emocionando com sua música?


Supercollider foi uma surpresa para todos, já que nunca foi muito comum a banda tocá-la nos shows. Day After Day veio em seguida, e ao contrário da anterior, está presente em praticamente todas as apresentações do BECR, devido à letra motivadora e à melodia que faz o dia de qualquer um ficar melhor e mais positivo. Day After Day pode ser descrita como o hino da banda, pois a essência do quinteto é justamente essa: trazer alegria para todos os fãs, com suas músicas que nos fazem sorrir instantaneamente. "Laughing, stranding, standing, 'cos our life is just a trampoline".

Perfect Day, nos vocais melódicos do baixista Kubota, deu sequência à apresentação. "There is no perfect day, since you said good-bye"... neste verso, não consegui conter a emoção e fui aos prantos. Cantei, chorei e berrei com todo o meu coração. Essa música diz tudo o que sinto sobre essa banda: não há um dia perfeito desde que você disse adeus. Minha vida não é mais a mesma desde 6 de junho, o dia que o BECR anunciou seu fim. É difícil vê-los ali, na minha frente, pela última vez, tocando músicas que dizem tanto sobre a minha vida, e ao mesmo tempo, tendo que se despedir de tudo aquilo que eu tanto amei por quase 4 anos.

"Oh, you're splendid, but lovin' nobody, I don't get it, I don't get it". Chinese Jet Set também era outra música que eu não esperava que fosse tocada. Alegre, pra cima, letra fácil e refrão grudento, como a maioria das músicas do BECR, Chinese foi bem aproveitada pelos fãs, que a dançaram, pularam e cantaram em coro.


Entre uma música e outra, a banda sempre falava algo. Podia ser uma piada, ou um comentário sobre a dispersão, ou até mesmo uma imitação do Watanabe (vocalista da banda Asparagus, amigo da banda) feita pelo lunático guitarrista Taro. Mas Hidaka, fofo que só ele, falou diversas vezes 愛してるよ (aishiteru yo), ou eu amo vocês! A cada vez que ele falava isso, jorravam milhares de litros de lágrimas dos olhos dos fãs presentes. Muita, muuuita emoção!

Minhas duas músicas favoritas, Ghost e Bang! Bang! vieram logo em seguida, grudadinhas uma na outra. Ao ouvir os primeiros acordes de Ghost, a emoção foi tanta que, sem querer, berrei o mais alto possível (tanto que estou com dor de garganta e quase sem voz até agora, quase 3 semanas após o show!). Aqueles que estavam em minha frente viraram para trás, espantados, para ver quem era a 外国人 (gaikokujin = estrangeira) louca histérica berrando! Sabe como é, japonês é muito tímido e quieto! Em Bang! Bang!, fiz o mesmo, sem pensar. Esse amor é incondicional! E, claro, fui aos prantos mais uma vez. Eram exatamente as duas músicas que eu mais queria ouvir ao vivo, e fiquei extremamente feliz por terem atendido o meu pedido, mesmo que talvez tenha sido sem querer (o tecladista Keitaimo leu a minha homenagem à banda no meu blog Beta Crusaders e o baterista Mashita até respondeu o meu pedido pelo Twitter, então talvez não tenha sido taaanta coincidência...).


O verso "I'm in love with a ghost, such a beautiful thing in the world" descreve com exatidão o meu sentimento por eles após o fim da banda, pois é como se o Beat Crusaders tivesse morrido, o Otodama fosse o funeral e eles cinco fossem fantasmas! E, sim, sou apaixonada por eles cinco! Já o verso de Bang! Bang!, "Hey, hey, pretty girl, don't you know you're beautiful, hey, hey, pretty girl, everything will be alright", na voz do Taro, me deixa tão feliz, tão pra cima, tão otimista! Me perco em devaneios e me dá até a impressão que ele a canta especialmente para mim... ai ai...


E, por falar no guitarrista Taro... que cabelos são aqueles?!? Que inveja! Nenhuma mulher no mundo, nem as japonesas, tem um cabelo perfeito daqueles, como pode um homem ter?! Mesmo com o calor, os pulos e toda aquela agitação, os cabelos de Taro continuavam impecáveis! Lisos, escorridos, brilhantes, sedosos, sem frizz nenhum! Benditos sejam os genes japoneses! Quem dera pudesse comprá-los!

Feel e Be My Wife encerraram o show do BECR. Mas... espera aí, estava faltando algo! Cadê Situation, a música nova? Hit in the USA, a música mais famosa deles? Fool Groove, que sempre fecha os shows deles? Nós, os fãs, começamos a gritar オーマ〇コー! オーマ〇コー! オーマ〇コー! (omanko) até que a banda voltasse ao palco! E deu certo? É claro!


Taro voltou vestindo seu clássico cosplay de Angus Young e Mashita sua roupa clássica de homem das cavernas. Bolas brancas gigantes estampadas com as máscaras à la Boyz of Summer (famoso festival de verão que o Beat Crusaders organizava todos os anos) foram jogadas sobre o público para garantir ainda mais diversão. E então, o quinteto se reuniu mais uma vez e mandou ver com uma música totalmente inédita, chamada Give It Up. Ninguém a conhecia, mas nós rapidamente decoramos a letra e logo estávamos cantando em coro e dançando no ritmo. No refrão era possível identificar a frase Never give it up, uma possível mensagem otimista para os fãs órfãos do BECR. Hidaka e Taro dividem os vocais nesta música que será lançada oficialmente no último álbum da banda, o Rest Crusaders, no dia 6 de outubro (mais informações no meu blog Beta Crusaders!).

Em seguida, Hit in the USA, a música que fez com que a maioria dos fãs, como eu, conhecesse essa banda espetacular. Hoje, conhecendo todas as músicas do BECR, vejo que ela não exprime a verdadeira essência do quinteto. Pode ser a faixa mais popular e mais querida, mas não é a melhor, e nem das minhas favoritas. Be My Wife, Japanese Girl, Fool Groove, Ghost, Bang! Bang!, Day After Day, e tantas outras, representam o Beat Crusaders de forma mais fiel! Devo tudo à música de abertura do anime Beck, mas quem fica limitado a ela, está perdendo uma oportunidade valiosa de conhecer a banda mais incrível que o Japão já teve.

E, mais uma vez, eles se foram... mas logo voltaram, para encerrar pela última vez a noite da forma mais especial: FOOL GROOVE! Afinal, essa festa não estaria completa sem a contagiante e já tradicional Fool Groove, presente em todos os encerramentos dos shows do Beat Crusaders. "Love will shine with you, don´t go anymore, don´t go anymore, fool groove"!


Mas um festival de verão japonês não pode terminar sem 花火 (hanabi = fogos de artifício)! A organização do evento soltou fogos de artifício logo que a banda terminou sua apresentação no palco. Um belíssimo espetáculo nos céus de Osaka!

Infelizmente, o sonho de verão chamado Otodama acabou. Foi um dia típico desta estação quente e ensolarada. O clima era festivo, de muita descontração. Foram mais de 12 horas de música sem parar, em dois palcos. Foram momentos inesquecíveis! Um deles, foi quando uma japonesa estudante de jornalismo chamou a mim e meu marido para tirar uma foto para a matéria de cobertura do evento que sairá na revista na qual trabalha. Disse que também era 新聞記者 (shinbunkisha = jornalista) e ela me chamou de 先生 (sensei = professora) e até fez reverência! Os dois únicos estrangeiros do evento chamaram a atenção mais uma vez! Infelizmente, eu fui burra e não perguntei o nome da revista e agora não sei onde a foto irá sair... a solução é folhear todas as revistas de música na Tsutaya (famosa loja de CDs, DVDs e revistas) e ver se estamos lá!


A fila para comprar os produtos do Beat Crusaders era quilométrica, parecia não ter fim, e a lojinha só foi fechada quando a mercadoria se esgotou. A maioria estava brigando por uma fukubukuro (saiba mais aqui)! Muitos ficaram sem nada, como eu, mas o maior presente, para mim, era mesmo vê-los em carne e osso mais uma vez, e, de certa maneira, pela última vez.


Ver todos aqueles fãs reunidos, lutando contra o forte calor de Osaka, vestidos com as mais diferentes e raras camisetas da banda, com munhequeiras de Ghost ou com o rosto do Hidaka, andando pra lá e pra cá com as máscaras dos integrantes pendurada na cabeça, usando toalhas da banda para se proteger do sol ou enxugar o suor do rosto, cantando trechos das músicas com os amigos... sentir toda aquela atmosfera, aquela harmonia, aquela alegria misturada com a mais profunda tristeza, aqueles milhares de "arigatou", a mensagem dos fãs escrita em um grande pano branco... foi muito emocionante. Inesquecível como a própria banda.


Não há palavras que possam descrever o que um coração de fã sente neste momento. É uma sensação de abandono, traição, uma facada dolorosa nas costas. Como meu marido disse, é a mesma sensação de um divórcio. Eles querem seguir seus caminhos sozinhos, querem tentar coisas novas. Só que eles estão se separando e indo para longe de nós, fãs do Beat Crusaders. Pode ser egoísmo de nossa parte, como fã, pensar desta forma. Nós entendemos que essa é uma decisão pessoal deles, e como fãs, devemos respeitar e apoiar. Afinal, eles também são seres humanos, são pais, são maridos. Eles também cansam da rotina, têm seus hobbies, têm filhos para cuidar, coisas que ainda querem experimentar e criar na vida. Mas com cada um seguindo seu caminho jamais será a mesma coisa. A magia do Beat Crusaders acabou por aqui, mas continuará viva em nossos corações!


♫ Time flies, everything goes... 


Para encerrar o post... o PV da melhor música do Beat Crusaders, Ghost!



Bônus! Mais fotos do evento!












♫ Last goodbye, time to fly, I don´t think I´m lonely one... ♫




Ja matta, ne! (≧ω≦)

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